MEUS INCENTIVADORES- GOSTARAM E FICARAM!!

domingo, dezembro 10, 2017

Há simplicidade no ar, cheiros de novidades, sussurros de intenções, busca da claridade. Há música nos corações, afeto nas pretensões. Há carinho no olhar, sorriso no despertar. A alma se agiganta impregnada de esperanças... saturada de desejos. Há abraços esperados, sorrisos despojados... Vontade aberta, escancarada, sincera de ser melhor, de crescer, amadurecer. Realmente há brilhos no ar, no olhar, no ato, no pensar. Há luzes por todo canto, por fora e por dentro... da alma ao firmamento. Uma corrente de encanto que revigora, que fortalece e o que foi bom a gente guarda, o que não foi, a gente esquece . RECOMEÇAR... REAMAR... REENTENDER... REASCENDER... REINVENTAR... novos caminhos, outras verdades... outros carinhos, novas saudades... na grande roda que é a vida... NA GRANDE VIDA QUE É A NOSSA!
Elzinha Coelho 


sábado, dezembro 02, 2017

O fim (Efemeridades)


O relógio na parede a lembar que passa o tempo e o prego, num arrebatamento de espanto e lamento, um dia cansa de segurar o tempo tanto tempo, por fim, acabam no esquecimento, o tempo, o prego, o movimento...

Elzinha Coelho

sexta-feira, dezembro 01, 2017

A espera...


Um belo dia você vai chegar
E me fazer esquecer a espera
E os teus braços irão me enlaçar
E me mostrar que o céu é na terra

A minha boca irá mapear
Sem pressa, medo ou cansaço
Tua alma linda que reconheci
Naquele olhar que me lançou pro espaço

E o reencontro se repetirá
Em noites e noites de pleno abandono
Esquecer pequenices que permeiam o mundo
Para vivermos aqui o nosso sonho

Não se demore, porém, meu querido
O tempo é duro, implacável, cruel
Façamos da nossa distância, pretexto
Para chegarmos juntos no céu

Elzinha Coelho



quarta-feira, julho 19, 2017

Razões... cada um com a sua!


A razão que não impede o prego
do atrito do martelo
Que arrisca o risco
e não impede o flagelo

É a mesma que cola uma língua na outra
e diz-se - Que belo!

Elzinha Coelho



terça-feira, junho 20, 2017

Conformidades


Já não tenho o tempo que eu tinha. Nem mesmo sou aquela que eu era. Descarrego bagagens pesadas demais, aliviando o peso das horas passadas. Conservo somente o tempo vivido; bom ou ruim, foi um tempo sentido. Nos sorrisos compartilhados envio mensagens de alívio ou de dor. Poucos me lêem, bem poucos e saber disso não me incomoda. Cada vez mais, me torna fácil ficar longe de contradições, já não quero agradar; entre o que sinto e o que digo reside somente o bom senso em não machucar, ser o que sou tem me bastado. O silencio tem sido resposta para onde a palavra não consegue chegar. Tenho gostado da minha presença em mim e as ausências não mais me importam. Já não tenho o tempo que eu tinha, mas também, não sou mais aquela que eu era.

Elzinha Coelho

Mais amor de verdade, por favor!


As pessoas andam por aí em busca de pessoas. A insatisfação está me parecendo crônica. O superficial, o raso, o morno, o quase nada, tem sido o que basta aos montes. Quantidade tem sido a opção em detrimento da qualidade. Tudo muito rápido. O bom, o simples, o que se tem, o que  traz paz, prazer e leveza ao coração não sacia. Sempre se imagina que ainda exista algo melhor e que merecem esse melhor. Nesta busca acabam por não experimentar o bom que se tem. Acabam por não construir relacionamentos sólidos, verdadeiros, leais, perdendo o essencial, simplesmente por não acharem tempo de "ver" o que possuem.  É muito triste o panorama. Vejo corações inquietos, desleais e de tamanha pequenez que me assusta. Banalizam o "Eu te amo" de uma maneira tão irresponsável que são capazes de dizer isso a mais de uma pessoa num curto espaço de tempo. Querem se sentir amados apenas, doar-se nem pensar, não querem arcar com o preço. Amor exige renúncia, dedicação, verdade e reciprocidade, dá uma trabalheira danada! Nesta busca ansiosa por ser ter "um amor" e receber na mesma fração, qualquer ser é belo, qualquer belo é bom, até que qualquer coisa "melhor" apareça. E o mundo se enche de pessoas frustradas, solitárias e tristes porque não tiveram a coragem de construir algo bom com verdades, iludidos e egoisticamente distraídos que estavam em querer sempre mais.


Elzinha Coelho (2014)

NOTA:
A teoria sartreana da consciência nos conduz à sua teoria da liberdade. Pela liberdade o indivíduo escolhe aquilo que quer ser e, assim, realiza sua essência. Sartre diz que tentamos nos transformar exatamente naquilo como aparecemos para o outro. O outro, assim, oferece perigo. A única defesa é inverter a situação: na preservação da minha liberdade, torno-o ser-em-si. É como se a liberdade de um inibisse a do outro. Essa é a essência das relações humanas: o conflito.

Sartre não foi apenas um psicólogo dedicado a temas acadêmicos da área, um filósofo que escreveu ensaios importantes sobre o questionamento da existência, mas um cidadão engajado e permanentemente comprometido com a transformação de si, de suas idéias e do mundo em que viveu.




quinta-feira, junho 15, 2017

Saturnando


Senhor do tempo e da razão
És o Saturno a me orbitar
Taciturno mensageiro
Mistério estelar...

Pulsa, repulsa
Ondas do mar na areia
Meus pés, tu vens tocar...

Misterioso mensageiro
Taciturno estelar
Orbita na ventania
Com seus anéis a me enlaçar

Saturnesco inquiridor
Inquieto condutor
Telúrica transcendência 
Amálgama dos dons de amar



                                                                                           Elzinha Coelho







Na minha pele




Sou nas tardes longas, a que espera 
Nas noites insones, a que acredita
Sou a que não descrê e não pondera
A que não sucumbe na desdita

Sou a que de versos enfeita as horas
Que de flor veste os dias
Aquela de olhos serenos
A que por dentro é calmaria

Sou do simples, o fiasco
Do caminho de luz, sou lastro
Dos luzentes brilhos noturnos, o pó
Imensidão incongruente e incompleta

Meta de meios inespecíficos
Parte de um todo ainda ausente
Sou semente, sou delírio
Sou a que é , sou a que sente...


Elzinha Coelho






sábado, junho 10, 2017

Ainda






Ainda que lá fora eu chore
Ainda que aqui dentro eu chova
Mesmo que o frio implore
Na minha alma, não encontra abrigo

Ainda que o desmedido invente

Ainda que o descumprido intente
Mesmo que o frio implore
Na minha alma, não encontra abrigo

Ainda que o aparente vença

Ainda que a fogueira queime
Mesmo que o frio implore
Na minha alma, não encontra abrigo

Ainda que um fim seja a premissa

Do folego ínfimo desistir
Um só lampejo bastaria
Pro amor em mim, resistir


Elzinha Coelho







terça-feira, maio 16, 2017

SOLICITUDE (SOLITUDE)



A solidão com a qual me visto, tão leve, plena, me faz serena. Acalma a alma e qual chuva branda, me refrigera a mente. E tudo o que se sente expande em cores, solta as correntes, afrouxa as dores. A solidão tão solícita e presente, me deixa ausente das pressas e das promessas, e feito amigo inocente, que me ama simplesmente, me acompanha nestas horas, tão raras, tão efêmeras, na busca da essência enfim... do brilho com que me pintam, da luz que habita em mim. 

Elzinha Coelho

domingo, maio 14, 2017

NA CONTRAMÃO


O banal institucionalizado, e na contramão, a escolha de quem não quer ser escolhida, de quem não segue os seguidos nem os seguintes. Levar a vida e não me deixar levar por ela; o lema de quem não dança como toca a banda.  Nas paredes as aquarelas mostram os conceitos estúpidos, mas aceitos como normais pelos gerais e a anormal geme conceitos inaudíveis, intraduzíveis, ininteligíveis, não se fala a minha língua. Sou estrangeira no meu próprio mundo, sou o absurdo. Sou a fé no que não há? E se há, aonde está? Aonde foi parar aquela gente "fina, elegante e sincera", que sente e de repente não tem medo de arriscar? Em que paragens foi morar a crença de criança que já as habitou? Sonhadora eis o que és, dizem-me alguns, afinal, escreves poemas, suas lentes vêem diferente? Sou a exceção, o indefinível e inexplicável modo de ver a vida e toda a sua complexidade; sina de poeta? Trago na minha bagagem apenas um Eu liberto. Livre do que é imposto e aposto ser mais leve o meu compasso, de não andar caminhos já trilhados, marcados por outros passos. Como nestas paredes de aquarelas tudo precede a um preço,  pago e sigo na contramão a minha própria trilha, que me brilha, me brilha, brilha...

Elzinha Coelho

domingo, maio 07, 2017

(DES) CONEXÃO


Conexões desconexas
Tecnologias anoréxicas
Automático ligado
Ato sem fato
Sem fardo

Premissa inconclusa
Do si
Do mim
Do eu

Falta do afeto
Estéreis trocas
Frias, distantes
Acidulantes vitais
Toques de teclas
Telas de toque
Enfoque no play

Volúveis perfis
Ficção, fixação
Vínculos efêmeros
Alienação!

Elzinha Coelho


sexta-feira, maio 05, 2017

Tragando


Trago todas as estradas percorridas.
A poeira da pele, dos olhos a areia.
Trago a imensidão de todo o risco que corri,
de cada cisco que senti
tocar no couro,
arder na cara.
Trago o gosto do sal na língua,
do sangue da boca.
Trago a mente louca!
Ai de mim...

Trago a vida até o fim!





Elzinha Coelho

segunda-feira, maio 01, 2017

Menina mulher que olhava o céu - Luzia Madalena Granato



Este lindo poema:"Menina-Mulher que olhava o céu", da Poetiza Luzia Madalena Granato, da cidade de Ribeirão Preto, se realizou com melodia de William Paganini, professor e musico maravilhoso.

sábado, abril 29, 2017

PRECE


Do sonho ela fez poesia
Como numa prece sussurrando ao silêncio
Pedindo aos anjos e santos
Proteção ao que no peito lhe ardia

E era tão grande essa dor
Que temendo então sucumbir
Apertou-a com as mãos cerradas
Tentando em vão por-lhe fim

Mas sabia ser impotente
Diante de dor lacerante
Queimava-lhe fundo na alma
A inexorável partida do amante

Ele,  por dias  sem fim
Habitou seu ser mais profundo
Fazendo-a protegida e segura
Do mau que havia no mundo

Agora, mãos jazem inertes
Corpo treme, cabeça rodopia
Do sonho sonhado, nada resta
Nem cantos, encontros, nem fantasias
Só a prece, os santos e a poesia...

Elzinha Coelho